‘Uma Tarde no Museu’ leva cultura e inclusão às crianças do Iaam

A iniciativa do Fundo Manaus Solidária de levar grupos de crianças, adolescentes e idosos de bairros periféricos, em situação de vulnerabilidade ou atendidos por organizações da sociedade civil sem fins lucrativos, tem mostrado resultados que vão além dos momentos de aprendizagem e cultura. A inclusão dos mais diversos grupos nas visitações tem dado oportunidades para que a informação e respeito pelas diferenças tomem o lugar do preconceito. No caso da visitação dessa quinta-feira, 25/4, ao Museu da Cidade de Manaus, a instituição que pôde aproximar a sua luta para o público em geral foi o Instituto Autismo no Amazonas (Iaam).

Para a assistente técnica do Museu da Cidade, Grace Perdigão, ainda existem pessoas que não entendem o que é o autismo e é necessário aproximar os turistas que costumam visitar o museu desse público específico. “Independente de idade e condição, estamos de braços abertos para divulgar a cultura manauara. Para o museu, é uma honra receber públicos diversos por meio do projeto do Fundo Manaus Solidária”, afirma a técnica.

Inclusão e solidariedade são palavras que resumem o que é, de fato, o trabalho da organização presidida pela primeira-dama do município Elisabeth Valeiko Ribeiro, de acordo com a assistente social da organização, Swelen Souza.

“Para o Manaus Solidária é extremamente gratificante estar recebendo essa parcela da população que tem suas restrições. Faz parte do Fundo trabalhar a solidariedade junto com a população que não teria acesso se não fosse dessa forma. Trazendo esse público para cá, estamos mostrando para todos que o autismo existe, não é contagioso, e que eles podem conviver com pessoas sem o transtorno. Existem algumas restrições, claro, mas autistas não precisam ficar em casa, sem acesso à cultura, diversão, novas amizades e a participar da sociedade”, comenta.

Quanto à instituição beneficiada, a psicóloga do Iaam, Antônia Araújo, comenta que o passeio é diferenciado para as crianças portadoras no Transtorno do Espectro Autista. “No geral, as pessoas que têm autismo possuem uma interação social mais difícil e as famílias são mais seletivas com os locais que levam as crianças. Foi uma ideia genial trazê-los para conhecer a história e a beleza do Museu da Cidade. As pessoas com autismo são muito visuais, aprendem por figuras, fotos, pictogramas, entre outros. Como o museu é bem visual, isso é uma forma de se sentirem adaptadas no espaço”, explica Antônia.

Quando questionada sobre o que achava do projeto ‘Uma Tarde no Museu’, Agatha Christian Matos foi só elogios. “Essa oportunidade é maravilhosa. Normalmente eu não conseguiria trazer meu filho, Gabriel, em lugares assim, já que é muito longe e o trajeto de ônibus é muito complicado. Meu filho amou o passeio, nunca tinha visitado um museu antes! Para ele é uma tarde de terapia diferente”, finaliza.

O Iaam é uma organização social que tem a missão de levar o conhecimento sobre o transtorno do espectro autista para todo o Amazonas de forma que haja menos preconceitos e maiores possibilidades de inclusão em todos os setores da sociedade. A organização social está localizada no bairro Parque 10 de Novembro, zona Centro-Sul de Manaus.

O Museu da Cidade de Manaus está localizado no Paço da Liberdade, na rua Gabriel Salgado, no Centro Histórico de Manaus, em frente à Praça Dom Pedro II. A visitação é aberta de terça-feira a domingo, inclusive feriados, das 9h às 17h (com última entrada às 16h20), com acesso gratuito.

Texto: Nicole Baracho / Fundo Manaus Solidária

Fotos: Nathalie Brasil / Semcom

Disponíveis em: https://flic.kr/s/aHskU4GFFG