Fundo Manaus Solidária participa da ‘3ª Noite Africana’

A Secretaria Municipal de Educação (Semed), com o apoio do Fundo Manaus Solidária e da Secretaria de Educação (Seduc), realizou a III Noite Africana nesta quarta-feira, 27/11, no Parque Municipal do Idoso. O evento dá a oportunidade para socialização, apresentação e exposição de ações e projetos que foram desenvolvidos por alunos da rede pública de ensino com ênfase no combate ao preconceito.

“Temos a lei 10.639, que traz a obrigatoriedade do ensino de história e cultura africana nas escolas, e com a Noite Africana temos a oportunidade de mostrar tudo que foi realizado em relação a esse tema durante o ano inteiro. A Noite Africana é, portanto, um evento de culminância, onde os alunos podem apresentar o resultado de um trabalho que já vem sendo realizado há muito mais tempo”, afirmou Lídia Mendes, assessora da diversidade da Semed.

Com o tema “As Abayomis nas asas da BNCC: Pertencimento, identidade e a diversidade dos saberes afro-brasileiro”, a terceira edição do evento fez parte da programação do Mês da Consciência Negra, que contou com espaços dedicados às escolas, onde foram exibidos os trabalhos desenvolvidos durante o ano. Ao longo da programação, as escolas da Semed e Seduc realizaram também apresentações artísticas e culturais voltadas para essa temática.

Petrúcia de Melo, professora de história da Escola Municipal Dr. João Queiroz, acompanhou a apresentação de seus alunos do 9° ano e ficou satisfeita com o resultado. “É muito importante trabalhar a temática da identidade, para que assim eles entendam quem são. Essa aceitação reflete diretamente na autoestima desses jovens”, afirmou.

Além de dar visibilidade às ações desenvolvidas pelas escolas abordando a cultura afro-brasileira de forma pedagógica, a Noite Africana também busca ressaltar a importância da abordagem desse tema na sociedade como um todo, e durante o ano inteiro.

Zilda Pimentel, aluna da Escola Municipal Moisés de França Viana, diz ter sentido orgulho ao fim de sua apresentação. “Eu consegui passar um pouco do meu histórico de vida. Já sofri muito preconceito durante a vida, mas junto aos meus colegas pude mostrar que somos todos iguais e que uma cor não nos define”, disse.

Participando do evento pela segunda vez, o Fundo Manaus Solidária levou à edição desse ano a conscientização por meio de folhetos educativos que foram entregues aos presentes. A iniciativa dá continuidade às ações realizadas em alusão ao Mês da Consciência Negra, e busca fortalecer o vínculo do Fundo Manaus Solidaria com a proteção dos direitos humanos, um de seus alicerces.

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Texto: Daniel Brito / Manaus Solidária

Fotos: Divulgação Semed