Crianças deficientes auditivas participam do projeto ‘Uma Tarde no Museu’

O projeto do Fundo Manaus Solidária, ‘Uma Tarde no Museu’, leva grupos de crianças, jovens ou idosos de bairros periféricos, em situação de vulnerabilidade ou atendidas por organizações da sociedade civil sem fins lucrativos para um momento de cultura e entretenimento todas as quintas-feiras, às 14h, no Museu da Cidade de Manaus. Nesta quinta-feira, 21/2, os participantes foram nove crianças surdas e/ou deficientes auditivas do Instituto Filippo Smaldone.

O Instituto Filippo Smaldone atua na educação especial de surdos e/ou deficientes auditivos, localizado no bairro Planalto, zona Centro-Oeste. A missão dessa entidade filantrópica é promover, defender e proteger os direitos das crianças e adolescentes surdos por meio de uma educação bilíngue (Língua Brasileira de Sinais – Libras e Língua Portuguesa).

A supervisora do instituto, Irmã Maria Damasceno, enfatiza que o aprendizado dos deficientes auditivos se dá de maneira visual e, por isso, a experiência de visitar o museu é engrandecedora. “Antes da visita, conversamos com eles e a já expectativa era muito grande. Estavam muito felizes com a oportunidade de aprender coisas novas. Tudo para eles é um ganho. O Manaus Solidária está de parabéns, pois é muito difícil eles terem esses tipos de experiência. Amanhã quando chegarem na escola com certeza vão contar tudo o que viram aqui”, disse.

Quem também acredita que a visita ao Museu da Cidade é um grande ganho para essas crianças, é Óscar Ramos, um dos principais nomes das artes visuais do Amazonas e curador do Museu da Cidade. “Todos esses objetos que estão nessa parte [do mercado], você encontra no mercado à venda. O que o museu faz é uma espécie de enfatização de cada um desses objetos. Para nós, amazonenses, isso é importantíssimo. É como se você estivesse com uma lente olhando pra cada um deles e descobrindo a importância que tem culturalmente. Eu acho lindo que eles estejam se dando conta disso. A recompensa maior que o prefeito Arthur Virgílio Neto pode ter é que as pessoas entrem aqui, se sintam bem e desfrutem de tudo o que o Museu tem”, afirma.

Para a coordenadora do Serviço Social do Manaus Solidária, Virna Martiniano, a ação feita hoje é muito mais do que apenas entretenimento, uma vez que o projeto idealizado pela presidente do Fundo Manaus Solidária, a primeira-dama Elisabeth Valeiko, tem como um dos objetivos a acessibilidade.

“Quando tratamos de acessibilidade, precisamos pensar que não estamos viabilizando apenas entretenimento e cultura da nossa cidade, mas também estamos pensando na parte estrutural. Hoje percebemos que temos a necessidade de um lugar preparado para acolher essas pessoas e de profissionais que tenham capacidade de se comunicar com a população surda. Isso precisa ser levado em consideração não somente no Museu, mas em todas as instituições, sejam elas de qual ordem forem”, finalizou.

O Museu da Cidade de Manaus tem visitação aberta de terça-feira a domingo, inclusive feriados, das 9h às 17h (com última entrada às 16h20), com acesso gratuito. É localizado no Paço da Liberdade, na rua Gabriel Salgado, no Centro Histórico de Manaus, em frente à Praça Dom Pedro 2.

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Texto: Nicole Baracho / Manaus Solidária

Fotos: Karla Vieira/ Manaus Solidária

Disponíveis em: https://flic.kr/s/aHskNW5ZfT